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Aproveite sua passada aqui para descobrir mais sobre a mitologia greco-romana.

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Por Trás do Cotidiano

Saiba mais sobre as origens de vários aspectos de nosso cotidiano!

Niké

Saiba mais sobre essa pequena deusa que tanto inspira os homens.

Planetas

Os planetas não ficariam de fora da mitologia! Saiba mais sobre as curiosidades sobre eles.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Midas - Primeira versão

Achei duas versões para a explicação sobre como Midas conseguiu seu toque de ouro e suas orelhas de burro. A segunda virá daqui a algum tempo. Eis a primeira:



Midas era um rei muito ganancioso, filho de Górdio, e não suportava a ideia de alguém ter ouro, por menor quantia que fosse. Em vários de seus ataques de ganância matinais, ele dirige insultos à Apolo, reclamando de como o deus se atrevia a distribuir ouro na forma de raios de sol, a ricos e pobres, e quão esbanjador ele era. Tais insultos, após determinado tempo, chegaram aos ouvidos do deus-Sol.

Apolo aparece à Midas em sonho, e diz que os deuses prepararam ao rei uma punição mas que ele, por ser conhecido por sua bondade, concederia à ao rei um desejo. Assim, Midas responde que deseja que tudo que ele toque se transforme em ouro.

Ao acordar, o rei testa se seu diálogo com o deus fora real ou imaginário, e toca uma rosa. Em resposta ao toque de sua mão, as pétalas da rosa ficaram douradas, duras e frias. Uma abelha que estava na flor tenta picar o rei, porém seu destino não diferiu do designado à flor. Com esse poder, Midas passa a colorir seu jardim de ouro, espantando abelhas e borboletas do território. Após algum tempo, sua filha vem reclamar com ele que as flores estavam sem vida e começa a chorar. Ao consolá-la e dar tapas em suas costas, qual não foi a surpresa do ganancioso rei ao ver diante de si uma verdadeira estátua em tamanho real de uma garota em seu jardim... a sua própria filha. Tão ganancioso quanto era, o rei deixa a filha de lado por não ter tempo para tal tristeza em um dia de alegrias.

Com fome, Midas senta-se em uma de suas mesas, transformando todos os talheres em ouro. Porém, ao colocar as comidas na boca, o gosto metálico do ouro se instalava nos alimentos, e as bebidas se tornavam ouro liquido, incapaz de ser bebido.

Midas começa a praguejar contra Apolo, ao se ver enganado pelo deus. Apolo aparece diante do rei, e pergunta se ele está arrependido, ao passo que o rei confessa realmente estar. Apolo faz tudo voltar ao normal, todas as flores, comidas e pessoas. Porém, ao sair, Apolo dá a Midas duas orelhas de burro de presente, para que ele não esquecesse de sua lição.

O rei passa a usar um chapéu para que ninguém visse suas orelhas, porém o criado que cortava seus cabelos tivera que saber e, incapaz de conter o segredo, cavou um buraco e disse "Midas tem orelhas de burro...". Porém, lá nascera uma árvore, que sussurrava ao vento "Midas tem orelhas de burro..." e assim toda a população logo soube das orelhas de seu rei.

O rei decreta a morte do criado, porém ao pensar em Apolo, volta atrás em sua decisão mostrando ser capaz de perdoar como o deus. Eis que Apolo surge diante do rei mais uma vez e diz que, por ser capaz de aprender a verdadeira lição, a da misericórdia, Apolo retira as orelhas de burro do rei. Após tempos passados, o rei conta à sua neta como u dia transformara a própria filha em ouro, e ao apontar para os cachos louros da pequena, dizia estar fazendo o mesmo. E a neta fingia-se assustada. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Por Trás do Cotidiano - Nó Górdio


Após a morte do rei da Frígia, o território se encontrava com a faca no pescoço.  O rei morrera sem deixar herdeiros para a terra, e com isso as pessoas não sabiam o que fazer para decidir o novo soberano. Assim, o oráculo de Delfos mais uma vez entrava em cena. Quando consultado, ele diz que o novo rei chegaria em um carro de bois.

Com essa predição, o camponês Górdio fora coroado, por cumprir a profecia do oráculo. Ele amarra a carroça no templo do patrono do oráculo, Apolo com um nó que ninguém nunca antes havia visto. Ele não podia ser desatado com as mãos, apenas cortado.

Górdio morre, e deixa o filho Midas, o mesmo do toque de ouro e das orelhas de burro, como herdeiro do trono. Novamente o rei morre, e sem deixar herdeiros. Ao ser consultado novamente (Déjà vu?), o oráculo diz que aquele que conseguir desatar o nó feito por Górdio seria aquele a dominar a Ásia Menor.

Coincidência ou não, quando Alexandre, o Grande, ficou sabendo de tal lenda, ele foi ao local. Porém, assim como as outras muitas pessoas, falhou  em desatá-lo. Com raiva, saca a espada e com ela corta o nó. Talvez por mais um acaso do destino, Alexandre acaba por tornar-se o imperador da Ásia Menor.

Cotidiano: utilizamos a expressão "cortar o nó górdio" quando queremos  falar de uma reação rápida à um problema difícil.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Titanomaquia

Após Zeus fazer Cronos vomitar seus irmãos na ordem invertida aos seus nascimentos, como se o tempo reparasse as injustiças de Cronos com Réia, uma guerra entre os deuses e os titãs começa, a chamada titanomaquia.

Zeus e Cronos se preparam para a guerra, os deuses olímpicos do lado de Zeus e os titãs ao lado de Cronos, à exceção de Oceano, o qual não concordava com o governo de Cronos. Junto à ele estavam Tétis, Mnemósine, Prometeu e Têmis. Zeus estabelece sua base de guerra no monte Olimpo e Cronos no monte Otris. A guerra a seguir se torna violenta e desonesta, dado o ódio entre os dois lados. Nenhum dos dois lados aparenta ganhar, quanto menos desistir. Gaia aconselha Zeus a libertar seus filhos de dentro dela, os três ciclopes e os três hecatônquiros, os quais estavam presos no Tártaro devido ao medo de Cronos de ter seu trono tomado.

Zeus cai dos céus por nove dias até a Terra, e por mais nove dias até o Tártaro, até chegar onde seus familiares se encontravam trancafiados. Ele enfrenta o monstro Campe, um ser com mil víboras saindo de cada pata, cinquenta cabeças de animais selvagens na cintura e corpo de híbrido com asas negras. Zeus mata tal monstro e toma as chaves das celas.

Ao liberar os ciclopes e os hecatônquiros, o deus dos deuses se depara com um problema: por mais fortes que fossem, seus tios eram mortais. Como um modo de convencê-los a lutar a seu lado, ele lhes oferece Néctar e Ambrosia, tornando-os assim imortais.

A guerra continua por nove anos mais até o décimo, quando os titãs começam a dar sinal de fraqueza. Hades, usando seu elmo da invisibilidade, rouba as armas dos titãs. Eles começaram a fugir dos deuses olímpicos, o que aumentava ainda mais a raiva destes. Por terra, por água, os deuses traçam sua fuga ao redor do globo, até finalmente se verem de volta à grécia. Mesmo sem armas, os titãs resistem bravamente, em uma luta desesperada pela vitória. Com um golpe final, os hecatônquiros arremessam cem pedras cada um, soterrando os titãs e assim, dando fim à Titanomaquia. Após a vitória, Zeus trancafia  os inimigos no Tártaro, para que não mais saiam de lá. Ao general dos titãs, Atlas, é designado o fardo de suportar Urano acima de Gaia, para que não mais o mundo volte ao Caos.

Por Trás do Cotidiano

A banda Titãs possui um álbum chamado Titanomaquia.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Árion e Despina

Este conto envolve duas divindades da natureza em um caso de amor nada convencional.


Quando a filha Perséfone é raptada, Deméter passa a vagar pela Terra a procura da filha. Muitos deuses, nesse tempo, passam a cortejá-la, todos sem sucesso em suas tentativas. Porém, um deus não aceita a recusa e começa a persegui-la. Deméter se metamorfoseia em um cavalo para fugir do deus dos mares e se mistura à uma manada nessa tentativa. Poseidon, por ser o criador dos cavalos, consegue perceber aquela que não era originalmente uma égua e, sob a mesma forma animal, possui relações com Deméter.

A deusa, indignada com tal atitude, deixa o Olimpo. As terras deixam de ser férteis e a Fome passa a reinar, pois sua deusa antagônica deixara seu trabalho de lado. Após vários apelos de Zeus para que ela voltasse a reinar sobre as terras, que Deméter aceita.

Ela vai até o rio Ládon se banhar, devido ao fato do rio ser capaz de apagar mágoas e ressentimentos. Nesse momento, Deméter dá a luz a dois filhos, uma criança e um cavalo, chamados Despina e Árion, respectivamente.

Árion
Era um cavalo de crinas azuis, nascido com o poder da fala e de ver o futuro. Talvez o cavalo terrestre, mais rápido da mitologia grega, possuía o dom de salvar os heróis rapidamente e com bravura, e levá-los para locais seguros longe do perigo.

Em "O Filho de Netuno", livro ed Rick Riordan, Árion é um cavalo muito selvagem capturado pelas amazonas. Ele não deixa ninguém chegar perto dele, porém quando Hazel chega perto dele, ele permite que ela o acaricie. O resto apenas lendo o livro.

Despina
Após ter Despina, Deméter continua sua busca por Perséfone, deixando a nova filha à própria sorte. Poseidon também nada sabia ou se importava com a filha. A criança foi encontrada e cuidada por um titã. Representa o inverno, o contrário à sua meio-irmã. Ao passo que durante a primavera Deméter e Perséfone cuidavam da natureza, quando o inverno chegava Despina acabava com o trabalho da mãe e da meio-irmã. Odiava também Poseidon, e durante o inverno congelava os lagos. Assim, possuía pleno poder sobre os domínios de seus pais.

domingo, 9 de outubro de 2011

Tânatos (θάνατος)




Deus da morte, filho de Nyx e Érebo.  Possuía um irmão gêmeo, Hipnos, o deus do sono. Tal irmandade pode ter a relação de que muitas vezes, a morte dá a impressão de estarmos dormindo.

Muitos tomam o deus Hades como o deus da morte, é até um engano comum, tendo em vista que tal deus cuida das almas quando elas morrem. Porém, vale lembrar que sem a Morte, não há almas no submundo. Tânatos se encarrega de levar as almas para o Hades, onde elas serão julgadas e com tal julgamento, se decide se terão sofrimento eterno, uma vida pós-morte normal, ou abençoada.

Muitas vezes o deus foi impedido de realizar seu trabalho. Quando Héracles visitava seu amigo Admeto, um fato horrível havia acontecido. Alceste, mulher de Admeto, havia morrido, e estava a Morte para vir buscá-la. Hércules se esconde antes que o deus chega, e ao vê-lo vindo buscar a amada de seu amigo, ele se joga sobre Tânatos. Tânatos se indigna e pensa em dar uma lição no herói que interpôs seu caminho. Porém, ao começar a lutar com ele, fica impressionado com sua força. Ele tenta soprar seu hálito mortífero no adversário, mas não dá certo. Após mais duas ou três vezes, Hércules pega Tânatos pelo pescoço e obriga-o a devolver a vida de Alceste. Tânatos, mesmo sendo imortal, estava sendo sufocado, então concorda com a condição, e revive a mulher de Admeto.

Uma das outras vezes em que Tânatos foi impedido de realizar seu trabalho fora esta. Sísifo era o rei de Corinto. Certa vez, vê uma águia, mais um dos disfarces de Zeus, raptando a filha do deus rio Asopo, Egina. Pouco tempo depois, o deus vem perguntá-lo sobre o paradeiro da filha, e Sísifo fala sobre a grande águia, que na verdade era o deus dos deuses. Tal atitude deixa Zeus com raiva, e o deus dos deuses manda Tânatos para levar Sísifo ao submundo. Porém, ao que a Morte chega, o rei começa a elogiá-lo por sua beleza, e Tânatos, como todo bom deus grego vaidoso, cai na do rei. Ele oferece ao deus um colar, e apenas após ele ser colocado, que Tânatos percebe que o colar na verdade era uma coleira. Sísifo o aprisionara, e a partir disso, as almas começaram a não mais ir para o Hades. Ares, revoltado com o fato de que as guerras não faziam mais nenhuma vítima fatal, e tomando conhecimento do desaparecimento de Tânatos, procura-o até achar. Assim que vê o deus da morte acorrentado, ele liberta-o e Tânatos providencia a morte do rei. Porém o rei havia combinado com a esposa que não colocasse em seus olhos as moedas para pagar a travessia de Caronte, o barqueiro do mundo inferior. Assim, Hades não tem opção senão deixar Sísifo voltar à vida. Assim, Sísifo só volta ao Hades ao morrer de velhice. Para impedir que o recém finado não trame mais alguma coisa, Zeus o condena a empurrar uma pedra de mármore por toda a eternidade, pois a pedra, quando quase chegava ao topo da montanha, rolava montanha abaixo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Niké (Νίκη)



Deusa grega alada da vitória, chamada de Victória pelos romanos, é filha de Estige com Pallas, e tinha como irmãos Cratos, Bia e Zelo, deuses do poder, força e ciúme, respectivamente. Ela é representada muitas vezes como uma pequena deusa que é segurada ora por Atena, ora por Zeus, embora em sua maioria seja pela deusa. Tal fato explica o fato de Atena ganhar todas suas batalhas, pois ao lado da inteligência, sempre está a vitória. Isso mostra que, para conseguir-se a vitória, também deve-se utilizar a sabedoria e estratégia. Em várias vezes Atena lutou contra Ares, outro deus da guerra mas, por ter Niké ao seu lado, acabou ganhando.

Sua família mostra o caminho que se trilha e conquista buscando a vitória. Sua mãe demonstra o fato de que para se alcançar a vitória, deve-se estabelecer consigo mesmo um juramento de ganhar, de determinação. Quanto aos irmãos, mostravam que para se alcançar o status de vencedor deveria-se utilizar o poder e a força as vezes. Já Zelo, representava o resultado da vitória, que muitas vezes atrai para o ganhador o ciúme de vários ao seu redor.

Atenas e Esparta possuíam cada qual sua Niké, não alada, de modo que assim, elas permanecessem sempre com eles.

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Curiosidades



Nas medalhas olímpicas, no verso da medalha, há a deusa Niké, com suas asas e segurando o ramo de trigo, seu símbolo. Como a própria medalha mostra, ela representa a vitória do competidor. Abaixo, podemos ver a deusa com uma capa e um ramo de trigo em suas mãos, um de seus símbolos. Atrás podemos ver um tipo de estádio e ao fundo vemos o monte Olimpo, a morada dos deuses.      


Os troféus da Copa do Mundo, o antigo e o novo representam a deusa alada, no primeiro segurando provavelmente a tocha olímpica e no segundo segurando o globo terrestre.


Talvez nunca tenham percebido, mas a marca mais famosa do mundo possui sua origem na mitologia. O nome Nike vem de Niké, obviamente. Sua marca representa a asa da deusa, invertida.

Acima: Estátua da Victória de Samotrácia no Museu do Louvre, em Paris.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Héracles (Ἡρακλῆς)



O mais célebre dos semideuses gregos, e quem sabe até o mais célebre ser de toda a mitologia, foi um grande personagem na mitologia. Hércules para os romanos, é filho de Zeus e Alcmene. Zeus arma para que Anfítrion, marido de Alcmene, esteja fora em guerra para que ele possa fecundá-la. Assim, algum tempo após o marido sair em batalha, Zeus toma sua forma e chega na casa de Alcmene se passando por ele. Zeus, por saber o que aconteceria na guerra, diz a Alcmene os detalhes da vitória, e esta, convencida de que aquele é o marido, o abraça e faz amor com ele durante três dias, uma artimanha do senhor do Olimpo. Ele diz manda Hermes dizer à Hélio que não cumprisse sua jornada pelos céus. Também manda o filho até as horas, para impedi-las de arrumarem o cavalo de Hélios, caso o deus resolvesse descumprir sua palavra. Ao mesmo tempo que Hélios não poderia começar sua trajetória pelo céu, Selene é informada pelo mensageiro dos deuses de que sua estadia nos céus deveria ser prolongada, sendo assim noite tanto tempo quanto Zeus quisesse. Por último e não menos importante, Hipnos é incumbido de fazer com que todos os homens caiam em sono profundo, para que ninguém ache tal situação estranha. Assim, a noite de amor de Zeus e Alcmene se estende ao longo de três dias.

Anfítrion volta para casa, após Zeus sair de cena, e diz à mulher que havia vencido, assim como Zeus antes já havia dito. Ele começa a descrever a batalha, e diante das palavras de Alcmene sobre já ter ouvido tal história e ter se deitado com ele por três noites seguidas, ele se mostra confuso. Ele vai até o oráculo de Delfos, o qual diz que sua mulher daria luz a dois filhos, e um deles filho de Zeus, seria o maior herói de toda a Grécia.

Passados nove meses, às vésperas do nascimento de Héracles, Zeus revela aos outros deuses o nascimento de seu filho e que ele estará destinado a ser o rei de toda a Grécia. Hera, morta de ciúmes, começa a planejar contra o marido. Ela diz à deusa Ate, deusa dos atos inconsequentes, que a ajude turvando a mente de Zeus. Hera realiza um jogo dizendo a Zeus que ele sempre prometera coisas e nunca cumprira, e diz que jure que a primeira criança da linhagem de Perseu seria o grande herói dito. Sabendo que Héracles descendia da linhagem de Perseu, e tendo sua mente turvada por Ate, Zeus faz tal promessa, jurando pelo rio Estige, um juramento o qual nenhum mortal ou imortal poderia quebrar. Hera fica feliz com tal juramento, tendo conhecimento de que no mesmo momento, Nicipe, mulher de Estênelo, o qual também era filho de Perseu, estava grávida também. Mesmo estando grávida de sete meses, Hera ordena que Ilítia adiante o nascimento da criança de Nicipe e atrase o nascimento de Héracles. Assim feito, Euristeu, filho de Nicipe, nasce antes de Héracles e a profecia se torna o contrário do esperado por Zeus.

Hera anuncia aos deuses presentes o ocorrido a primeira criança descendente de Perseu não era Héracles, e sim Euristeu. Com isso, Zeus fica embasbacado ao ouvir tal notícia e não consegue acreditar nem compreender como fora enganado. Ele começa a correr os olhos por cada deus presente no salão, até que enxerga Ate. Ele pega a deusa pelos cabelos e a arremessa para fora do Olimpo.

Após esse acontecido, Zeus se dirige aos convidados, dizendo que não poderia quebrar o juramento, porém que apesar de tal ocorrido Héracles realizaria doze trabalhos e conquistaria uma glória nunca antes comparada a nenhum mortal ou imortal, e que a própria Hera iria se desculpar com ele. Hera pensa consigo que nunca chegaria tal dia, e que tentaria matá-lo quando bebê.

Zeus teme que Hera faça algo de ruim ao bebê e diz a Alcmene seu temor. Ele pede a Atena que engane Hera. Ela leva Hera para passear exatamente onde Héracles fora deixado. Atena faz a cabeça de Hera e esta apieda-se do bebê. Ela dá leite a ele, e ele suga tão fortemente que Hera tem que tirar o seio rapidamente. Nesse momento, o leite da deus esguicha nos céus, criando a via láctea, e ao mesmo tempo, tornando Héracles imortal. Elas ouvem passos poucos momentos antes que realmente saiam de perto do bebê. Atena sugere à Hera se esconder e ver quem se aproxima. Qual não foi a surpresa da deusa dos casamentos ao ver que a pessoa era Alcmene. Ela se morde de raiva e passa a tramar contra o enteado.

Só quando a primeira ameaça de Hera foi realizada que Héracles demonstrou sua real força. Ela manda duas serpentes ao berço onde o semideus dormia ao lado de seu irmão, para que elas o matem. As criadas que tomavam conta dos bebês acabam por adormecer, e as serpentes esgueiram porta adentro. Por sorte Héracles acorda antes que elas cheguem perto. Com o movimento de acordar, seu irmão também acorda e começa a chorar. As criadas acordam e começam a gritar pelo palácio. Anfítrion pega sua espada pronto para matar os animais. Porém, ao chegar onde estavam, percebeu que já não mais era necessário, Héracles havia estrangulado-as e salvado a si e o irmão da morte.

As próximas partes do mito de Héracles serão postadas futuramente entre posts de outro temas.

Acima:  escultura Heracles archer - Antoine Bourdelle no museu d'Orsay em Paris

sábado, 1 de outubro de 2011

Orfeu



Orfeu era um jovem filho de Apolo com a musa Calíope. O pai, deus da música, dera de presente a ele uma lira e o ensinara a tocá-la com perfeição, quase tão bem quanto ele próprio. Com tal talento, Orfeu conseguia fazer com que os mortais não resistissem ao encanto de sua música, os animais se domesticavam ao ouvi-la, assim como as árvores e rochedos. Tamanha era a beleza de sua música, que durante a expedição dos Argonautas todas as vezes em que a tripulação se encontrava desanimada, ele tocava sua lira. Ao escutar o som e se deixar levar por ele, os tripulantes se sentiam com energia e ânimo renovados e logo a viagem prosseguia com seu curso. Além disso, a música interrompia brigas internas que irrompiam entre a tripulação e chegou a salvá-los das sereias onde, com sua lira, conseguiu acabar com a música contagiante de tais monstros.
Tornou-se famoso a partir de sua história com Eurídice. Ela era uma jovem que seguia-o a todos os lugares que ele fosse. Tanto em suas apresentações para os homens quanto para os animais e árvores, ela estava lá. Eles conversam e Eurídice pede para que Orfeu a deixe presenciar todas as suas cantorias. Além de deixa que faça isso, Orfeu acaba por se casar com Eurídice. Porém, como nada dura para sempre, logo Eurídice sofre a ação de Moros. Fugindo de um apicultor que a perseguia, a jovem pisa em um ninho de cobras, as quais a picam até sua morte. Após isso, as ninfas amigas de Eurídice amaldiçoam as abelhas do homem.
Após algum tempo, Orfeu encontra o corpo inerte de sua amada. Desolado, resolve ir até o *Hades para falar com o deus Hades. Ele começa a tocar sua lira a caminho do mundo subterrâneo. Caronte chora se lembrando de memórias felizes que nem sabia ainda ter, Cérbero se lembra sendo levado ao mundo inferior quando filhote. Cada alma no lugar se lembra de suas atrás e se comovem pelo herói e até mesmo Perséfone, rainha do submundo, se sente tocada pelas palavras do estranho que adentrava seu território, lembrando-se de quando estava em companhia das ninfas e é atraída pela armadilha de Hades e tragada para dentro da Terra. Inclusive as fúrias choram e pela primeira vez, seu senhor também. Após parar, Hades pergunta a Orfeu o que ele deseja, e o herói diz sua situação, e que deseja levar sua amada de volta ao mundo dos vivos. O deus dos mortos concorda, mas adverte-o a não olhar para trás em busca de sua amada, e diz que ele cumpriria sua palavra. Orfeu inicia sua jornada de volta, tentando sempre dar uma espiada em sua amada. Ao chegar à superfície se vira para vê-la, mas esquece que Eurídice também teria que estar de fora do Hades.  Ao que ele se vira, ele percebe seu erro, e vê sua amada desaparecendo diante de si.
Após sua missão mal sucedida, Orfeu fica vagando sem rumo certo desprezando todas as investidas das mulheres ao seu redor. Certo dia, irritadas com Orfeu e excitadas pelos ritos de Dionísio, elas começam a lançar flechas e pedras contra ele. Porém, ao som de sua música, os instrumentos caíam, incapazes de atingir seu alvo. Com sua gritaria, as mulheres conseguem abafar o som de sua lira, e com isso, conseguem se vingar pelo desprezo.
As Musas ajuntam seus pedaços e enterram. Segundo se diz, o Rouxinol canta mais suavemente sobre ele. Orfeu finalmente volta ao mundo dos mortos e revê sua finada esposa, sem o problema de olhá-la e ela ser tirada dele novamente

*Nota: o submundo pode também ser tido como Hades, assim como existe o Tártaro (lugar) e o Tártaro deus

Acima: quadro Lamentation d'Orphée no museu d'Orsay, em Paris